- charlotte sometimes
- se perdeu por aí com seringas na mão.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Sou babaca.
''Porque será que a gente se sente tão mal quando uma música reflete tudo que você queria dizer pra uma pessoa já não mais tão especial?''. Acabei de ler isso no fotolog de uma menina e gostei. Hoje eu descobri que o meu apego era com o sentimento e não com a pessoa. Nada mais do que carência. Se qualquer um pode ocupar esse lugar, então ele não era tão especial assim. Tudo o que eu construí durante um ano inteiro, todo um sentimento que eu fingia acreditar, na verdade não existia. Era apenas algo criado pela minha mente na necessidade de suprir minhas necessidades afetivas. Por um lado isso é ótimo. Mas por outro, horrível. Hoje eu consigo admitir que todos tinham razão em dizer que eu APENAS USAVA as pessoas. Me desculpe, mas eu sou assim. Apenas uso. E depois? Depois vão pro lixo. Durante esse tempo eu tentei lutar contra a verdade, contra a minha própria verdade. Todos tinha razão. Eu não amo. Nunca amei. Não se engane comigo. Não há necessidade. Sou um lixo. Fingida. Sempre encenei bem. Às vezes até eu mesmo acreditava em minhas cenas de ciúmes e amor. Blá, me poupe. Nunca fui disso e nem pretendo ser. Tenho nojo de muitas coisas que fiz. Meu arrependimento me sufoca. Ao mesmo tempo dou risada, ainda mais se tenho a companhia de um copo de vinho e dos meus amigos. Coloco as pessoas lá no chão para serem pisadas. Pessoas que eu mesmo já jurei amor um dia. Às vezes me arrependo e penso: 'putz, cara. fulano não merecia isso, que vacilo meu.' Mas meu sarcasmo é maior e eu sempre volto a fazer isso. Sei lá, eu devo ser apenas mais uma vadia que sente prazer em enganar trouxas, os iludir e depois jogá-los em seu devido lugar: LIXO. Não me pergunte o porquê disso. Só posso dizer que é algo prazeroso, muito prazeroso.