se perdeu por aí com seringas na mão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobre todos os rótulos que eles insistem em me dar.

Confesso que há uns anos atrás, na época em que o termo emo não era sinônimo para ridículo eu não me importava. Engraçado é que os anos passam, e as pessoas insistem em bater na mesma tecla, parece que não há nada mais interessante para se discutir ou conversar, apenas se fulano é emo ou não. Eu sei que me queixar, xingar ou ignorar não adiantará merda nenhuma, pois a mentalidade das pessoas daqui nunca irá mudar. As pessoas tem um idéia muito errada sobre música, pelo menos as da minha cidade tem. Tenho certeza que para a maioria das pessoas, eu gosto de NxZero e Forfun. Me poupe, ok. Eu não escuto isso. Eu ouço o que menos elas imaginam, de Chemical Brothers à Porcelain and the Tramps, e não me importo, porquê eu gosto da música e é isso o que vale. Enquanto aos rótulos, eles sempre irão existir. Emo, scene, clubber, from morro e o caralho a quatro. O que me conforta é saber que existem algumas pessoas daqui, uma ou duas no máximo, que sabem que emocore não é franja, all star, nxzero e strike. Enfim, talvez eu esteja exigindo muito da minha cidade, mais do que eles possam me oferecer. Eu sei que eles não são obrigados a saber disso, já que esse não é o mundo deles. Mas quando eu não sei sobre determinado assunto, acho que o silêncio vale muito mais do que um monte de besteira. Entendam como quiser.

dancing with mr. brownstone.