se perdeu por aí com seringas na mão.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um caso perdido.

Eu sei que aqui não é o melhor lugar para eu expressar todo o meu desprezo por essa situação, mas eu preciso tirar isso de dentro de mim antes que eu desconte em alguém. Nunca gostei de morar aqui. Mas antes, era apenas por questões relevantes, nada pessoal e direto com a população. Mas o que eu percebo de uns anos pra cá, é que a população sim, tem sérios problemas pessoais e diretos comigo. E esses problemas aumentaram desde quando eu resolvi dizer não para todos os padrões pré-estabelecidos por aqui . No começo, eu só escutava ofensas de pessoas desprovidas de conhecimento e já perdi a conta das diversas vezes que me xingaram e até quiseram me bater por motivos banais, medíocres e estúpidos. E o que eu fazia? Relevava! Talvez esteja aí meu maior problema: relevar, relevar e relevar. Sempre achei que a melhor maneira de calar a boca de muita gente era ignorando, mas hoje eu penso que agi errado. Mas isso já passou, e eu não tenho mais tantos problemas com confusão como tinha antes. Pois é, chamar a Débora de emo saiu de moda. Agora a nova tendência é questionarem a minha sexualidade. Além de falarem até para a minha mãe que eu namoro todas as minhas amigas, pessoas que eu nem lembrava mais da existência, tem a ousadia de me perguntar sobre isso. E o que eu acho incrível é que eu e meus amigos fazemos o possível para não ter contato com ninguém daqui, muito menos participar da vidinha social da cidade. E mesmo assim, falam de nós, como se soubessem algo real sobre a nossa vida. Eu mal falo com as pessoas daqui e elas já se acham intimas minhas, com direito de espalhar por aí coisas ao meu respeito. E realmente eu não me importo com isso, porquê nada que venha acontecer nessa cidade é do meu interesse. Eu apenas moro aqui, só isso. Quando saio de casa, ou é para algum lugar vazio com meus amigos, ou para pegar o ônibus e ir para algum lugar que realmente tenham pessoas que são dignas da minha atenção. Enfim, eu não costumo falar da minha cidade para ninguém, (ao contrário do que fazem comigo) e para mim é como se isso aqui não existisse, mas eu só escrevi isso porquê todo ser-humano tem um limite e eu já cheguei no meu. Só isso. Obrigada, Bananal.

dancing with mr. brownstone.