se perdeu por aí com seringas na mão.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

this house is haunted, it's so pathetic.

Em tão pouco tempo de convivência, ela depositou toda a sua confiança em cima de mim. O desespero tomava conta de sua voz. Me contou seu maior segredo. Me implorou ajuda. Talvez, eu fosse a pior pessoa naquele momento que poderia a aconselhar sobre isso. Mas eu apenas falei. Falei tudo que eu achava que ela deveria fazer. Ok. Chegando em casa, eu tive a medíocre idéia de contar isso para ela. Foi um ato inocente, nunca poderia imaginar que ela fosse insinuar que ia contar isso para outras pessoas. Eu comecei a xingar-la. Como sempre, ela retrucou e quando me dei conta, estávamos em gritos. Ela ameaçou de meter a mãe na minha cara, e eu falei: ''Vem aqui agora e mete.'' Ela se retraiu, e eu continuei: ''Se atreva a encostar em mim pra você ver o que te acontece, você não me conhece.'' Em seguida, ela falou que eu era uma pessoa ruim e eu respondi: '' Você fala isso de mim, mas daqui uns anos quando você estiver velha e aleijada numa cama de hospital, vai ser dessa pessoa ruim que você vai precisar, e eu vou te largar lá, doente e sozinha.'' A última coisa que eu pude ouvir foi seu choro. Bati a porta em seguida. Na hora, só passava isso na minha cabeça: ''Eu só queria ouvir Blink e ela não calava a boca, sinto muito.'' E eu ria. Ria enquanto ela chorava.


Dessa vez algo me diz que eu peguei pesado.
Não havia necessidade disso tudo.

dancing with mr. brownstone.